Eixo Vocacional

A SOBERANIA DE DEUS vs LIVRE-ARBÍTRIO HUMANO

Falar em predestinação é pensar em Calvino, assim como falar em livre-arbítrio é pensar em Armínio. O evangélico pentecostal por vezes, oscila entre estas duas correntes teológicas, tentando compreender o seu papel neste contexto.

Via de regra, a maioria dos pentecostais tendem ao arminianismo, porém, este cenário parece estar mudando e o pivô desta mudança tem sido as redes sociais. Muitos evangélicos pentecostais passaram a consumir conteúdo produzido por igrejas de confissão reformada (calvinistas), talvez por estarem cansados ou frustrados com a falta de rumo que o pentecostalismo brasileiro parece estar tomando já faz tempo.

Neste sentido, quando tratamos com tudo que envolve a predestinação e o livre-arbítrio, temos a tendência de abraçarmos os credos das igrejas que escolhemos para servir a Deus. A maioria, muitas vezes, apenas repete uma posição doutrinária sem conhecer ou analisar com atenção como a sua denominação lida com a posição assumida, defendida e ensinada dentro da sua teologia. A polêmica entre a predestinação e o livre-arbítrio, parece estar acomodada, cada qual no seu território de ação e confissão, mas a questão que ainda carece de uma resposta é: Deus predestinou alguns para a salvação e rejeitou outros? O ser humano tem algum papel neste processo? Compete a cada cristão examinar as doutrinas que são ensinadas na sua igreja, tendo em mente o conselho de Jesus: “Examinai as escrituras”. Este exame é necessário para corrigir desvios, evitar vícios de comportamento e manter a doutrina o mais alinhada possível com o ensino apresentado na Bíblia Sagrada.

Existe um sinergismo entre Deus e o ser humano. Deus entra com a oferta da graça, mas espera uma resposta, uma definição de nossa parte. Iremos aceitar a oferta da graça ou iremos rejeitá-la? Compete a cada um de nós respondermos individualmente a esta pergunta.

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