IDE – ALCANÇANDO ALMAS PARA O REINO
“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). É necessário que aqueles que foram chamados para esta tão nobre tarefa se disponham a ir e queiram cumprir com a ordenança bíblica, com disposição e alegria. Por isso também, além de destacar a importância e os desdobramentos da obra missionária, o autor analisa os efeitos que o cumprimento da ordem trará, expandindo seus resultados para outras áreas de atuação da igreja como o evangelismo, o discipulado, o trabalho da capelania, sem esquecer dos agentes que estarão atuando nos diferentes níveis que formam a igreja, desde a sua base.
O propósito deste livro não é de maneira alguma servir de manual para um evangelista ou missionário que já está trabalhando nestes ministérios, mas despertar a cada um de nós, como servos e servas do Senhor, para que possamos ver os campos que estão brancos e venhamos a fazer algo a esse respeito. É necessário que homens e mulheres de Deus se levantem para cumprir o “ide” de Cristo!
O Senhor Jesus ainda hoje está chamando seus discípulos para serem pescadores de homens, para trabalharem em prol do crescimento da Sua igreja e doarem suas vidas em favor do Reino. Que este livro cumpra seu propósito e desperte em cada um que o ler, o sentimento de obedecer e servir ao Senhor demonstrando amor pelas almas pelas quais Ele entregou Sua própria vida.
Ide! Alcançar almas para o Reino é um chamado para servir ao Senhor com excelência, isto é, realizar a Sua vontade enquanto caminhamos neste mundo, mas em direção ao céu, convidando outros para seguirem juntos nessa gloriosa jornada para a eternidade.
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PENTECOSTALISMO
Embora seja considerado um movimento, o Pentecostalismo possui em sua estrutura confessional, vários elementos de doutrina. Esses elementos que formam o arcabouço de uma doutrina são encontrados em profusão nas páginas da Bíblia tratando sobre esse tema. A dificuldade reside nas questões que, provocam debates teológicos entre algumas correntes evangélicas: O movimento pentecostal é legítimo ou não? É atual ou ficou restrito ao período apostólico? É uma ação divina ou um embuste meramente humano?
É necessário maturidade espiritual e indispensável conhecimento histórico, quando o Pentecostalismo é analisado sob a ótica de movimento religioso, porém quando submetido ao crivo bíblico, ele deixa de ser um mero movimento religioso para assumir a prerrogativa de doutrina, e para isso, é necessário discernir o que possui embasamento bíblico e o que é uma extrapolação doutrinária para separar o que é bíblico do que é puramente humanista.
Ainda que tenha sido escrito por um crente pentecostal, quando se faz necessário ser firme e crítico, o prof. Sidnei não se furta a essa responsabilidade e apresenta a realidade das coisas concernentes ao movimento pentecostal, como elas são e isso ele o faz, na dependência do Espírito Santo, no temor a Deus e na certeza inabalável de que aquele que fez a promessa não a limitou ao tempo, ao espaço ou exclusivamente para um povo:
“Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.” (At 2.39)

SERVINDO COMO JESUS SERVIU
Servir não é apenas um encargo, é uma arte e um privilégio que o Senhor nos concede ao nos integrar na Igreja. Porém, esta arte de servir está se perdendo. A cultura evangélica vem mudando ao longo do tempo, e nesta era digital, ou melhor nesta era virtual, servir já não é visto com bons olhos. A própria palavra, servir, é tomada como algo humilhante, degradante e ninguém mais parece querer servir à Igreja e aos irmãos da fé.
Também precisamos reconhecer que, nem sempre conseguimos identificar a nossa vocação de forma clara e imediata e, por isso, deixamos de nos posicionar exatamente onde devemos estar, onde o Senhor quer que estejamos, para que a Igreja do Senhor funcione adequadamente. As vezes isso leva tempo, pois trata-se de um processo onde, apesar dos sinais que emitimos e que recebemos, nem sempre conseguimos distinguir exatamente qual é a nossa vocação. Uma incerteza aparece fazendo, até mesmo, que duvidemos da realidade dessa vocação em nossas vidas.
Este livro vai trabalhar exatamente essa questão e também ajudar a resgatar esta ideia, este conceito ou valor, de que servir não é algo de somenos importância, mas deveria ser o nosso maior ideal de vida, imitando a Cristo, o maior e o melhor exemplo, o qual não veio para ser servido, mas para servir (Mc 10.45).

ORAÇÃO – A DOUTRINA ESQUECIDA
Talvez tenhamos nos esquecido de que a oração é um estilo de vida, uma prática vital para a jornada que estamos trilhando.
A oração alinha o coração da pessoa com a vontade de Deus. Sem oração, a fé é inativa e o conhecimento, sem propósito. O que nos protege durante a nossa caminhada nesta vida não é a unção, mas a oração. Ser usado por Deus é o resultado natural de uma vida de santidade ao Senhor. O que atemoriza o inferno e amedronta o nosso adversário, é um homem ou uma mulher de oração. O diabo não se intimida com nossos diplomas ou habilidades, ele dá gargalhadas disso. O que ele teme é encontrar em seu caminho alguém que vive para a glória de Deus.
A oração nos dá acesso aos segredos do coração de Deus: a revelação de Seus propósitos, uma visão que transcende o tempo e a lógica humana, a paz que excede todo entendimento, os mistérios de Sua sabedoria e, acima de tudo, a profundidade do Seu amor.
O convite foi feito. O altar está pronto. Não importa quem você foi, ou o que você fez. O que importa é quem você pode se tornar a partir de agora. Uma pessoa de oração, uma flecha na aljava de Deus, um anônimo incendiado pelo fogo do Espírito, pronto para marcar o seu tempo.
“Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo;(…)” (Sl 42.1-2)

ÉTICA CRISTÃ
A ética é baseada em princípios universais. É aquilo que uma pessoa pensa sobre o que é certo e o que é errado, baseado na moralidade humana. É reconhecida, na prática, através da manifestação do caráter da pessoa, formado pelo padrão de moralidade que a pessoa tem, ou seu conjunto de crenças morais.
A ética, quando relacionada e aplicada ao ambiente eclesiástico, não apenas no que diz respeito aos ministros religiosos, deve possuir alguns atributos diferenciados daquela ética que permeia outras instâncias das relações humanas. Esta ética envolve princípios e valores que sobrepujam os valores morais e éticos do meio político ou profissional por exemplo.
A ética que é tratada neste livro, emana das Escrituras Sagradas e está intimamente conectada a tudo que diz respeito à Pessoa de Deus e também a nossa fé cristã. Decorre daí que, ela deve ser entendida e praticada de forma que o Nome do Senhor seja glorificado através do nosso proceder.
Todo crente em Jesus Cristo precisa entender que, existe um padrão de moralidade e ética que é exigido de todos os que pela fé, se achegam a Deus. Este padrão deve, não apenas, sobrepujar a moralidade e a ética da sociedade, mas, inclusive, confrontá-la, através de um comportamento e de um posicionamento diferenciados por parte do cristão:
“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”. (Mateus 5.20)

O MESTRE

A SOBERANIA DE DEUS vs LIVRE-ARBÍTRIO HUMANO
Falar em predestinação é pensar em Calvino, assim como falar em livre-arbítrio é pensar em Armínio. O evangélico pentecostal por vezes, oscila entre estas duas correntes teológicas, tentando compreender o seu papel neste contexto.
Via de regra, a maioria dos pentecostais tendem ao arminianismo, porém, este cenário parece estar mudando e o pivô desta mudança tem sido as redes sociais. Muitos evangélicos pentecostais passaram a consumir conteúdo produzido por igrejas de confissão reformada (calvinistas), talvez por estarem cansados ou frustrados com a falta de rumo que o pentecostalismo brasileiro parece estar tomando já faz tempo.
Neste sentido, quando tratamos com tudo que envolve a predestinação e o livre-arbítrio, temos a tendência de abraçarmos os credos das igrejas que escolhemos para servir a Deus. A maioria, muitas vezes, apenas repete uma posição doutrinária sem conhecer ou analisar com atenção como a sua denominação lida com a posição assumida, defendida e ensinada dentro da sua teologia. A polêmica entre a predestinação e o livre-arbítrio, parece estar acomodada, cada qual no seu território de ação e confissão, mas a questão que ainda carece de uma resposta é: Deus predestinou alguns para a salvação e rejeitou outros? O ser humano tem algum papel neste processo? Compete a cada cristão examinar as doutrinas que são ensinadas na sua igreja, tendo em mente o conselho de Jesus: “Examinai as escrituras”. Este exame é necessário para corrigir desvios, evitar vícios de comportamento e manter a doutrina o mais alinhada possível com o ensino apresentado na Bíblia Sagrada.
Existe um sinergismo entre Deus e o ser humano. Deus entra com a oferta da graça, mas espera uma resposta, uma definição de nossa parte. Iremos aceitar a oferta da graça ou iremos rejeitá-la? Compete a cada um de nós respondermos individualmente a esta pergunta.


